Projeto Entremeios no Donna Fashion Iguatemi Inverno 2012 – Passarela do lounge receberá desfiles de grifes gaúchas

As apostas de estilistas gaúchos para o Outono Inverno 2012 serão destaques nos intervalos
das apresentações da passarela principal da 15ª edição do Donna Fashion Iguatemi,
famosa semana de moda gaúcha, que acontecerá de de 28 de março a 1º de abril de 2012,
em Porto Alegre / RS.

Os desfiles dos estilistas estão inseridos no Projeto Entremeios e programados para a passarela
localizada no lounge, com apresentações de quarta a sábado (28 a 31.03.12), às 20h20
e 21h20. “Fazer parte do projeto Entremeios não é só abrir espaço e reconhecer o talento
de quem trabalha com moda. O Entremeios nos dá a chance de mudar a vida das pessoas,
de mostrar que novos caminhos são possíveis e é só acreditar”, diz Débora Tessler
– organizadora do Projeto Entremeios.

Apostando na moda feminina, se apresentam as marcas Eduardo Nipper, Carlos Bacchi Filho,
Nara Lisbôa, GZBL de Déh Dullius e Remodê de Mariana Pesce. Já a moda masculina
será representada pelas grifes M.Placeres de Maurício Placeres, Jonathan Scarpari e Tarciso Bressan.
Confira as coleções dos estilistas:

Quarta-feira || 28 de março de 2012
20h20 – M. Placeres de Maurício Placeres
A M.Placeres é uma grife de alfaiataria dedicada ao público que sabe como combinar elegância
com modernidade. A coleção outono-inverno 2012terá o perfil militar agressivo, mas com ordem.
Para os cavaleiros templários a cruz era símbolo de luta, ordem e fé, e os 4 braços significam Saber,
Ousar, Querer e Calar, que é exatamente o perfil da marca – saber o que fazer, ousar no vestir,
já que a atitude é percebida sem a necessidade de ser promovida. Serão 10 looks compostos
por peças pessadas, trench coat, montgomery e sobretudo, alfaitaria completa com trajes,
e peças mais leves como jackets e coletes.

21h20 – Nara Lisbôa
Nara Lisbôa aprendeu a fazer tricô com sua mãe nos anos 50, época em que as meninas
ainda eram prendadas. No entanto ela buscou outros caminhos até 2001, quando a cantora
e ex-publicitária descobriu o amor pelo tricô que sua mãe fazia. Foi num pequeno vilarejo
medieval, no interior da França, que a mente criativa de Nara, fez do “tricot fait a la main”
uma forma de arte muito espontânea e livre. Nara abusa das cores indiscriminadamente,
utiliza materiais inusitados que vão da lã e linha francesa, inglesa, alemã a retalhos de tecidos.
A mistura compõe os novelos, e é partir deles começa a trabalhar cada peça.
Sobrepondo tricô e crochê, a artista criou uma técnica bem particular.
As texturas exóticas extraídas da junção dos diversos materiais, ganham forma e formatos
sempre diferentes, isto é, as peças são todas únicas.

Quinta-feira || 29 de março de 2012
20h20 – Jonathan Scarpari
Sua coleção apresenta um estudo matemático composto em peças produzidas à mão
em forma de favos de abelha. As formas são secas e limpas, expondo golas elevadas
e fartas e esculpem as silhuetas do corpo masculino descobrindo-o e explorando-o.
Os tecidos utilizados são linho, veludo, algodão, chifon e lã fria que ajudam na construção
e exatidão do favo. Para completar a obra, as cores deslizam sobre o forte impacto do preto,
grafite e se suavizam com o lilás e areia. O contato com a terra é um traço marcante
na personalidade e nas criações do estilista. Suas coleções buscam criar a imagem
de um homem atemporal, erudito e cosmopolita.

21h20 – Eduardo Nipper
Influenciado pela arquitetura, antiga e contemporânea, assim como pela arte,
principalmente a do início do século XX – Eduardo apresenta uma coleção inspirada
no pintor cubista argentino Emilio Pettoruti, que representava o cotidiano em suas obras.
A coleção resgata da obra de Pettoruti – as linhas, as formas geométricas, os recortes,
o jogo de luz e sombra, através de plissados e cortes a laser, além da paleta de cores,
do movimento, da feminilidade e leveza representada nos quadros.
O estilista Eduardo é formado pela Universidade de Palermo, de Buenos Aires.

Sexta-feira || 30 de março de 2012
20h20 – Tarciso Bressan
A marca Tarciso Bressan foi criada para o homem contemporâneo e nasce com a coleção
Back to Nature, inspirada nas cores da natureza, nos trabalhos manuais e na rusticidade
das madeiras e árvores. Back To Nature mistura o aroma roots com a delicadeza do handmade
e shapes atuais inspirados no tailoring e nos primórdios da alfaiataria inglesa.
Brincando com as cores, forros e detalhes internos, fazendo alusão à tudo o que está disponível
na natureza sempre tão acessível, porém, nem sempre tão notável.

21h20 – GZBL, Déh Dullius
Traz o lema Abapur’UP ME. O quadro ABAPORU, de 1928 é a base do significado da primeira
coleção GZBL. ABA, significa “homem” mas na língua original representava o homem indígena.
PORU, quer dizer carne. Homem canibal, em resumo. Estudiosos dizem que a Tarsila pretendia
representar o brasileiro do campo. O homem de cabeça pequena mas com mãos grandes
para o trabalho. A coleção quer dizer que essa é a fonte da identidade do nosso país,
e são essas pessoas que hoje nos dão o diferencial procurado pela moda internacional.
Não é a nossa capacidade de fazer com a mesma perfeição o que a Europa já produz.
É o que eles não produzem. A coleção de inverno não trará couros, não trará pele, não trará lã.
Trará conforto e o calor na medida certa para a realidade do nosso inverno. Ágil, ousado e malicioso.

Sábado || 31 de março de 2012
20h20 – Carlos Bacchi Filho
Natural de Caxias do Sul, Carlos Bacchi Filho iniciou seus estudos na Universidade
de Caxias do Sul, e finalizou sua graduação em fashion design no Istituto Marangoni de Paris.
Em escolas reconhecidas como a Central Saint Martins, aprimorou seus estudos com cursos
como modelagem, drapping design e ilustração. Hoje, Carlos desenvolve pequenas coleções
experimentais em seu atelier em Ana Rech, onde exercita toda sua técnica em vestidos
especiais. A coleção apresenta como principal aposta as sedas puras ecológicas em diversas
tramas e o material cru, tecido artesanalmente se torna vestido a partir da confecção direta
sobre o manequim.

21h20 – Remodê de Mariana Pesce
Reciclagem de peças de roupas adquiridas em brechós e second hands pelo Brasil e Europa,
assim é o projeto da estilista Mariana Pesce. As peças ganham nova vida e significado
quando reunidas a todo universo dos armarinhos, lojas de tecidos, pedaços de rendas, golas,
botões, fitas e faixas. O resultado é uma moda contemporânea, sem cheiro de naftalina
e sustentável. O primeiro desfile da marca é inspirada pelas rendas da vovó, a marca trará
muita bricolagem com peças de jeans, e outras transformações sensíveis. Serão peças exclusivas
pra fazer a gente respirar um pouco, uma opção autêntica frente as tantas padronizações
da moda atual.

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